Sai do software que o fabricante mandou substituir
A recomendação de trocar não é nossa: a Microsoft afirma que não há método suportado para criar ou manter aplicações VB6 e recomenda substituí-las por tecnologia moderna.
PRODUTO 02 · VISUAL BASIC 6
Reconstruímos o sistema em Visual Basic 6 em .NET por partes, com o VB6 no ar até a última fatia entrar. Os controles ActiveX sem substituto e o acesso a dados fora de suporte entram no plano desde o primeiro dia.
O PONTO DE PARTIDA
Não é opinião de fornecedor. É o que a Microsoft publica sobre o próprio produto.
Desde 8 de abril de 2008. A Microsoft declara que não existe método suportado para criar ou manter aplicações VB6 e recomenda substituí-las por tecnologia atual.
Em Windows 64 bits ele roda sob emulação, não tem ciclo de vida próprio — expira junto com o Windows — e o suporte cobre apenas regressão grave e falha crítica de segurança.
Fonte: Microsoft — Support Statement for Visual Basic 6.0 on Windows
A CVE-2012-0158, execução remota de código no MSCOMCTL.OCX distribuído com o VB6, é classificada como crítica e está no catálogo de vulnerabilidades exploradas da CISA.
Controles ActiveX de terceiros sem substituto direto — e a Microsoft não dá suporte a componente de terceiro, orienta procurar o fabricante original, que muitas vezes não existe mais. Acesso a dados por bibliotecas fora de suporte: a pilha Jet 3.5 e o DAO 3.5 estão na lista oficial de arquivos não suportados. E código que assume comportamento do Windows antigo, que quebra a cada atualização do sistema operacional.
Some-se a isso o que a própria Microsoft já removeu: o Visual Studio não converte mais aplicações VB6, e os namespaces de compatibilidade foram marcados como obsoletos ainda no .NET Framework 4. Não existe botão de converter. Quem promete conversão automática está vendendo o que o fabricante já disse que não existe.
Formulários, módulos, controles de terceiros, relatórios e integrações. Sai daqui a lista de ActiveX sem substituto, que é onde o prazo costuma estourar.
.NET quando a equipe interna já é Microsoft; web quando o objetivo é acabar com a instalação máquina a máquina. A decisão vai escrita na proposta, com o motivo.
Cada módulo novo entra em produção ao lado do antigo. Se algo não se comporta, o caminho de volta existe e está testado.
O módulo novo processa o mesmo caso do antigo e as saídas são comparadas antes da virada. Sem isso, a regra migrada é promessa.
Código, documentação e time treinado. O sistema antigo só é desligado quando o novo já provou que faz a mesma coisa.
A recomendação de trocar não é nossa: a Microsoft afirma que não há método suportado para criar ou manter aplicações VB6 e recomenda substituí-las por tecnologia moderna.
Componentes ActiveX do próprio runtime já foram vetor de execução remota de código, com falha classificada como crítica e registrada no catálogo de vulnerabilidades exploradas da CISA.
O runtime VB6 é 32 bits e não tem ciclo de vida próprio: o suporte dele termina junto com o da versão do Windows em que roda.
Fonte: Microsoft — Support Statement for Visual Basic 6.0 on Windows
Trinta minutos para entender o tamanho da base, as integrações e o que não pode parar. A leitura técnica é entregue mesmo que nada mais seja contratado.
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